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Os perigos ocultos de fazer coisas

Especialistas alertam: Fique Em Casa, Deite-se, Tome Uma Cerveja, para máxima segurança.

Diagrama circular de três passos: casa, cama e cerveja, com setas verdes girando no sentido horário, no estilo do símbolo de reciclagem. Legenda: ESPECIALISTAS RECOMENDAM CASA, CAMA, CERVEJA PARA MÁXIMA SEGURANÇA.

Um novo e extenso estudo do Instituto Nacional de Resultados Sedentários confirma o que os adultos cautelosos já desconfiavam há muito tempo: fazer coisas é responsável por quase toda lesão, doença e inconveniente registrado nos últimos três anos do calendário.

O estudo acompanhou 241 mil adultos americanos, muitos dos quais permaneceram num único lugar durante todo o período, o que, segundo o instituto, os tornou notavelmente fáceis de monitorar. "Bastou uma câmera simples", diz a seção de metodologia. "Sem nem precisar de movimento ou inclinação." Já os participantes agressivamente não sedentários, aqueles que insistiam em todo aquele caminhar, cozinhar, malhar, socializar, dirigir e cuidar do jardim sem nenhuma necessidade, foram um tremendo pé no saco de rastrear. Ninguém nunca sabia para onde tinham ido. Os pesquisadores foram repetidamente obrigados a perguntar aos filhos adolescentes dos participantes onde estavam seus pais, e você sabe como termina essa conversa.

"Os dados são, francamente, inequívocos", disse a Dra. Marlin Whitcombe, investigadora principal do estudo. "Se você não faz nada, quase nada acontece com você. Se você faz alguma coisa, alguma coisa acontece com você, e em cerca de setenta por cento das vezes, essa coisa é ruim."

A intervenção recomendada, publicada no boletim trimestral do instituto, é um protocolo de três passos: Fique Em Casa, Deite-se, Tome Uma Cerveja. A Dra. Whitcombe repetiu isso deitada na cama de casa, segurando uma taça de vinho branco. "Eu precisava me manter em segurança até poder compartilhar esses dados."

Não se mexer de jeito nenhum é considerado o menos arriscado

O boletim completo do instituto quantifica o perigo de mais de 2.400 atividades que alguns consideram 'normais do dia a dia'. A Satyr Satire recomenda que você siga todas as recomendações do estudo. O extremo arriscado do espectro:

  • ⚠️ As escadas são consideradas o projeto arquitetônico mais perigoso já criado. "Cada degrau novo é um risco de tropeço! Quem inventou as escadas odiava mesmo os humanos."
  • ⚠️ O exercício tem sido vendido como 'bom para você' pela Indústria das Academias. Na verdade, a chance de se machucar fazendo exercício supera de longe o risco de dormir até mais tarde.
  • ⚠️ Os outros dirigindo: você dirige bem; são os outros lunáticos na estrada que vão te matar. Aliás, você dirige muito bem. Com certeza um dos melhores motoristas que você conhece.
  • ⚠️ Socializar, assim como o álcool, aumenta a ansiedade, o arrependimento e o herpes. Quase toda pessoa morta socializou em algum momento da vida. Um claro indício de que toda forma de socialização é perigosa e deve ser evitada.
  • ⚠️ Masturbar-se: o número exato de mortes é difícil de determinar, já que os sintomas ficam mascarados pelo rigor mortis, pelos suicídios e pelas quedas da cama. "Muita gente morre de pau duro, mas não sabemos o que veio primeiro, a ereção ou a morte? É um problema do ovo e da galinha, com uma linguiça de acompanhamento."
Um homem sorridente de sunga e snorkel flutua sereno debaixo d'água, acenando para a câmera, cercado por cinco tubarões de espécies diferentes. Legenda: MAIS SEGURO QUE AS VACAS.

Para quem não consegue ficar na cama trinta e seis meses seguidos, o Instituto aprovou um punhado de atividades seguras. São elas:

  • Nadar com tubarões. Apenas cerca de 10 pessoas morrem por ano em ataques de tubarão, o que faz disso uma das atividades mais seguras. Compare com as mortes causadas por vacas, que são mais de dez vezes esse número.
  • Voar com terroristas. Voar continua sendo a forma mais segura de viajar de todos os tempos. Mas, se você olhar ao redor para os passageiros, sempre dá para identificar três ou quatro terroristas no avião. "Eu vejo uns dois em todo voo", diz Whitcombe. "Você sabe a cara que eles têm. Têm aquela cara... daquele jeito. Você sabe. Às vezes é uma família inteira deles. Mas todos eles devem esquecer de explodir o avião, ou sei lá, porque quase nunca acontece. Talvez estejam empolgados demais para chegar à cidade de destino."
  • Masturbar-se. Provavelmente algumas pessoas morrem disso, mas nunca admitem. Já estão mortas quando as encontramos. Sempre presumimos que foi outra coisa, então, na verdade, não há risco nenhum aqui.
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As alternativas mais seguras

Para os americanos alarmados com as descobertas do instituto, Whitcombe ofereceu um conjunto escalonado de alternativas mais seguras, cada uma progressivamente menos ambiciosa:

Nível Um: Fique Em Casa. "A casa é o lugar onde a maior parte do seu seguro tem validade", explicou Whitcombe. "A rua é um lugar onde estranhos operam veículos motorizados e os seus cadarços são inteiramente problema seu." A casa, ela observou, também é "onde o sofá já está".

Nível Dois: Deite-se. Quedas a partir de uma posição em pé são muito mais comuns do que quedas estando deitado. "Você não pode cair se já está caído", observou Whitcombe. "Os terremotos talvez sejam uma exceção." Bons lugares para se deitar são aqueles onde dá para pegar no sono: redes, sofás e a sua cama. Maus lugares para se deitar: os trilhos do trem, a beirada do seu telhado, e a sarjeta fria e impiedosa de um beco de bêbados.

Nível Três: Tome Uma Cerveja. Uma cervejinha modesta, argumentou Whitcombe, "estimula um comprometimento ainda maior com os Níveis Um e Dois". A maioria das bebidas alcoólicas funciona bem aqui, desde que outra pessoa possa trazê-las até você enquanto você continua deitado. Se você conseguir arrumar um companheiro ou companheira que seja garçom de profissão, isso é o ideal. Ao beber a maior parte das suas calorias, você reduz a chance de engasgar com comida sólida.

Opiniões divergentes de uns sabichões

A Dra. Reena Padmanabhan, cardiologista indiana de jaleco branco e estetoscópio, segura um modelo anatômico detalhado de um coração humano e aponta para ele para explicar. Diplomas e livros de medicina ao fundo. Legenda: A DOUTORA MANDONA NOS DÁ SERMÃO SOBRE COISAS DE NOVO.

A Dra. Reena Padmanabhan, cardiologista sem vínculo com o instituto, manifestou suas preocupações. "Se o país inteiro seguisse esse protocolo, veríamos um aumento mensurável de doenças cardíacas, diabetes, depressão, atrofia muscular, trombose venosa profunda e escaras. Perderíamos centenas de milhares de anos de vida em uma geração."

Whitcombe respondeu que a Dra. Padmanabhan bem que precisava de uma boa deitada e de uma cerveja, e que só porque ela tem um diploma todo chique de alguma 'Universidade', ela não manda em você. Você pode pegar uma cerveja, deitar no sofá e decidir por conta própria se isso é mais seguro do que correr oito quilômetros na esteira. A resposta é bem óbvia para quem tem bom senso.

O sofá está chamando

O boletim encerra com aquilo que Whitcombe chama de "uma ordem para parar de fazer coisas". Se, enquanto lia este artigo, o leitor estava em pé, o instituto recomenda que se sente. Se estava sentado, o instituto recomenda que se recline. Se estava reclinado, o instituto recomenda que "permaneça nessa posição e pense em quão poucas contas de hospital está acumulando".

O instituto está atualmente consultando o Swami Yogi Bare para entender os riscos de pensar. As primeiras conclusões indicam que pensar, por si só, causa sofrimento, e o Swami desaconselha a prática.

Pompeii-style fresco panorama of three Roman women fully reclining on cushioned klinai, raising shallow wine cups, with low tables of wine jugs between them, Greek-key meander border at top, columns framing the scene, muted earth tones

A Satyr Satire recomenda consultar o seu médico antes de nadar com tubarões ou voar com terroristas. O seu médico vai dizer não. Peça uma segunda opinião a alguém que esteja deitado.