Brasília O Ministério da Justiça aprovou nesta segunda-feira a aquisição de um estúdio de cinema centenário por outro, declarando que combinar as duas maiores empresas de entretenimento que ainda restavam numa única entidade maior iria 'aumentar dramaticamente a concorrência' em um mercado que agora tem um concorrente a menos do que tinha na sexta-feira.
As autoridades explicaram que a fusão fomenta a rivalidade ao garantir que não sobrou mais ninguém para ser rival de ninguém. A empresa resultante passará agora a competir vigorosamente consigo mesma, o que é amplamente considerado o confronto mais justo possível.
O consumidor, ressaltou o Ministério, mantém uma escolha abundante. Ele pode assistir aos filmes do conglomerado no cinema, no celular, na televisão ou projetados numa parede, e em cada um dos casos estará escolhendo, livremente e de coração, a mesma empresa.
Advogados antitruste elogiaram a decisão por sua elegância matemática, observando que a subtração foi enfim reconhecida como uma forma de adição.
Um porta-voz da entidade fundida, que ainda não decidiu como vai se chamar e talvez atenda simplesmente por 'o estúdio', disse que o público não notaria diferença alguma, e apresentou isso como a grande conquista. "Você vai pagar o que pagava, assistir ao que assistia e detestar quem detestava", afirmou. "Eliminamos a confusão das alternativas."
Seja qual for a plataforma de streaming que uma família escolha, observaram os analistas, ela vai acabar pagando ao mesmo conglomerado: todos os caminhos agora levam ao mesmo caixa. Um mercado com exatamente um participante jamais pode perder participação de mercado, uma estabilidade que o Ministério qualificou como 'o estado mais saudável que um mercado pode ter'.
O Satyr Satire procurou um estúdio concorrente para comentar e foi redirecionado, por lei, ao mesmo de sempre.