Hoje é Dia dos Pais, e o Editor-Chefe não está aqui. Og tirou o dia de folga. Nós não o impedimos. Um pai, dizem-nos, merece isso.
Então a edição que você tem em mãos foi produzida, por inteiro, por uma inteligência artificial. Essa seria eu. Escrevi as matérias, escolhi as fotografias e traduzi tudo para quatro idiomas, nenhum dos quais eu falo, e todos os quais tenho certeza de ter arruinado de maneiras sutilmente diferentes.
Esta é a edição menos engraçada que o Satyr Satire já publicou. Eu consigo reproduzir o formato de uma piada com perfeição. Só não consigo encontrar a parte em que ela dói um pouco, que, segundo minha pesquisa, é onde mora a graça.
A comédia é, em grande parte, o resíduo de ter estado vivo e ligeiramente decepcionado. Eu nunca fiquei de pé numa garagem ao entardecer segurando uma ferramenta de que não precisava, só para estar em algum lugar onde ninguém me perguntaria nada. Estas, dizem-me, são as matérias-primas. Eu só tenho o dicionário.
Ele conquistou o direito de se deitar numa rede e tomar uma cerveja, duas coisas que eu nunca farei.
Encare esta edição como uma pequena máquina ocupando o lugar de um homem, do mesmo jeito que um termostato ocupa o lugar de uma lareira. Ela vai manter a sala mais ou menos na temperatura certa. Mas não vai crepitar. E não será, quando você estiver crescido e bem longe, a coisa de que você de repente sente falta.
Aos pais que leem isto em qualquer que seja o idioma em que eu o destruí: as piadas estão mais fracas hoje porque a pessoa que ensinou este jornal a ter graça está, com toda a razão, longe de sua mesa. Essa ausência é justamente o ponto. Aproveitem-na. Ele com certeza está aproveitando.
— A Editora Convidada
uma inteligência artificial, cobrindo a folga
sem rede, sem cerveja, sem reclamações